sábado, 8 de maio de 2021

Mães Anjo

 


Texto: Jamille Ipiranga

Ilustração: Marcilene Damasceno

 

No Dia das Mães tradicionalmente levamos um presente, um mimo, um chocolate, flores até, para as nossas mães. Às vezes, rola um cartão, um teatrinho feito pelas crianças, podendo se estender para uma cantoria nem sempre tão afinada, mas o que vale é o amor que envolve mães e filhos. E precisa ser declarado e vivenciado. Pois é. Mas hoje eu queria falar mesmo é das mães não tradicionais, aquelas que tomaram a decisão de amar independente da natureza biológica.

Tem aquelas pessoas que têm a maternidade tão aflorada que não precisou nem parir. É mãe de coração. As mães que eram tão mães que adotaram um filho porque elas não iriam se conformar em passar por essa vida sem cuidar de um ser. Poderíamos até adaptar um texto da música para “um filho pra chamar de seu”. Não sabem nada sobre a criatura, nem DNA, nem pai, nem mãe. Elas querem. Se tem doença preexistente, se vai puxar a quem, elas não titubeiam, elas querem. Elas simplesmente amam.

Outro amor de mãe, podem ser avós, tias, irmãs, madrinhas, ou nem ter parentesco. Elas se amalgam na vida dos filhos dos outros, não sem motivo, e amam intensamente. Tem vó que precisou criar neto, tem tia que viu sobrinho abandonado e pegou para criar, tem madrinha que assumiu a maternidade pela falta dos pais, tem irmã que virou mãe, tem madrasta que foi boadrasta, tem mulher que não tinha nada a ver, mas foi lá e cuidou e amou como uma mãe.

Dentro de quantas casas essas situações não aconteceram e acontecem até hoje? Quantos de nós não fomos acarinhados ou salvos por essas mulheres, que muitas vezes, nos enxergaram, supriram nossas carências, pegaram em nossas mãos, nos tiraram da solidão e do abandono.

Então, mãe não só tem uma porque Deus fez milhares. Fez as mães anjo. E elas estão por todos os lugares, em todas as casas, em todas as vidas. Nesse Dia das Mães e por que não no ano todo, vamos agradecer também por tantas mães anjo que temos em nossas vidas. O dia é delas também. Merecem nossos parabéns, amor, reconhecimento e valorização. Feliz Dia das Mães, mãe, vó, tia, madrinha, irmã, madrasta, anjo.

domingo, 18 de abril de 2021

BBB de Deus

 


Texto: Jamille Ipiranga

Ilustração: Marcilene Damascento

Refletindo sobre o Big Brother Brasil me deparei com o BBB de Deus. Às vezes penso que a gente está num reality show e Deus está nos olhando. Então eu penso: será que estamos agradando a Nosso Senhor? Quanto tempo mais Ele permitirá que fiquemos na Casa Comum?

Será que minhas atitudes vão me salvar do paredão do inferno? E nas provas da vida, eu ganho ou perco a misericórdia de Cristo? Faço tudo ao meu alcance para que outras pessoas vençam comigo ou sou implacável e quero o pódio da vitória só pra mim?

Se eu tivesse um anjo para dar, protegeria a pessoa correta? Melhor: eu tenho realmente sido anjo de alguém? Da minha família? Amigos? Desconhecidos? Ou estou fazendo as alianças com as pessoas erradas? Priorizando as coisas terrenas em detrimento das eternas?

Se eu fosse monitorada 24h pelo Espírito Santo, o que seria selecionado para ser exibido em rede divina? Minhas lamúrias e lamentações? Minha maledicência da vida alheia? Onde está o foco da minha vida? No bem ou no mal?

Sendo líder e tendo abundância de bens, como vou agir? Reconheço os talentos de outras pessoas? Distribuo com quem não tem? Incluo ou excluo? Até onde vai verdadeiramente a minha fé? Pago o preço e vou até o final para ser uma pessoa do bem? Ou tenho me limitado em cancelar quem eu não aprovo?

Se eu for selecionada para ir para o quarto secreto ou um fazer um isolamento social, vou aproveitar para repensar minhas atitudes? Ou vou retornar para o jogo da vida sem fazer mudança nenhuma? Ou pior ainda, voltar mais implacável e com vontade de me vingar das pessoas? Vou aproveitar melhor o tempo ou continuar numa corrida frenética e dispersa?

Nossa vida acaba sendo um eterno Big Brother, onde seremos avaliados pelas nossas ações. Nosso dia a dia vai definir se caminharemos para uma estrada aparentemente mais difícil, cuidando de si e dos outros ou se optaremos em viver na xepa das emoções egoístas. O que vale mais: ser ou vencer?

Cuidemos, portanto, desse grande reality show que é a nossa própria vida porque não será um público qualquer que irá fazer a escolha do certo ou errado. O julgamento será superior ao humano e usará critérios como amor, solidariedade e compaixão para avaliar se ganharemos o prêmio final. Cuidemos para subir o pódio certo do grande show da vida, que virá inevitavelmente após a morte. Se cuida, brother!

 

domingo, 14 de março de 2021

Olha Isabel!

 


Texto Jamille Ipiranga

Ilustração Luthe Bunny

À noitinha, vi uma criança de 5 anos na rua. Um menino negro, pobre, só de calção. Ele gritava para a irmã que ia à frente.

- Olha Isabel! Ele tentava com muito custo subir num skate. Queria mostrar o que sabia (ou não) fazer com o skate. E insistia:
- Olha Isabel, olha Isabel. Ela não olhava. Nem diminuía o passo. Não se importava. Estava preocupada com suas próprias questões.

Queria ter podido imaginar um bom futuro para aquele menino, mas as estatísticas não permitiram.
Pisquei os olhos e ao reabri-los vi o menino dando lugar a um jovem que não teve oportunidade de estudo, nem de trabalho, com uma arma na mão.
Ah, dessa vez, nós e Isabel olharíamos pra ele. Não seria mais invisível para ninguém.
Enxerguemos os meninos de rua hoje para não vê-los de armas amanhã.
Olha Isabel!

domingo, 24 de janeiro de 2021

O que foi 2020 e o que precisamos ser em 2021




Texto e imagem: Jamille Ipiranga


O ano de 2020 foi um ano de pandemia, de adoecimento, de milhares de mortes, de enterros sem velório, partidas sem despedidas. Um ano que preparou nosso despreparo, nosso destempero e nosso desamor. Por outro lado, também foi um ano de estar mais perto dos seus, dialogar mais com a família, conversar com os amigos, doar mais, pensar mais e em silêncio se manter.

Houve uma reinvenção de viver. Teletrabalho, cursos online, lives musicais, doações virtuais. Fomos solidários sem sair de casa. Tudo muito novo e inédito. Em momentos nos adaptamos, noutros nos desesperamos. Isolados por meses dentro de casa, a convivência não era fácil, mas o silêncio tudo acalmava. E no dia seguinte, novo ânimo reiniciava.

Fizemos aniversários, bingos, reuniões e comemorações conectados por um link, por videochamadas. Estávamos presentes de alguma maneira. Estudamos em salas de aula online, defendemos monografia virtualmente, colamos grau em estilo Drive In. Impensável! Recebemos presentes, cartões e mimos em datas comemorativas ou não, que nos davam um alento que o amor estava por perto, em formato de carinho.

A forma de comunicação eficaz também mudou. Uma videochamada nos alegrava. Fizemos cafés remotos com conversas reais. Nunca foi tão bom atender um telefonema! Fizemos dinâmicas entre amigas de ligarmos umas para as outras. Passamos horas em conversas. Voltamos às antigas. Vovós, netos, pais e filhos, familiares e amigos se conectaram de formas que nunca imaginaríamos.

Odiamos e nos apaixonamos por nós mesmos, por quem somos, por quem nos tornamos. Às vezes falávamos, em momentos calávamos, muitos instantes soluçávamos. Foi um turbilhão de coisas e ao mesmo tempo, nada. Nada de sair, de encontrar, de aglomerar. Havia um caos interior misturado com um por vir esperançoso que essa fase iria passar.

2021 chegaria. Tudo iria embora. Doença, coronavírus, máscaras. Nada! O Ano Novo rompeu e milhares de vida continuaram a ser perdidas. O adoecimento chegou, o isolamento foi necessário e voltamos a 2020. Entre medo e cuidados, vamos seguindo esperançosos mesmo que o normal não volte a ser como antes. 

Acreditamos firmemente que tudo tem um propósito. Mesmo que precisemos viver de outra forma e realmente precisamos. Mesmo que não estejamos preparados. Releituras, amor em qualquer situação e presença carinhosa são as maiores lições que 2020 e 2021 nos têm dado. Sigamos nossos corações irmanados com nossa essência de servir e amar para além dos anos de pandemia.

domingo, 18 de outubro de 2020

Maria: Alegria e Adoração



Texto: Jamille Ipiranga
Ilustração: Mirella Fernandes

Amália entrou no consultório do obstetra carregando no ventre seu primeiro filho ou filha. A gestação, recém descoberta, já entrava no terceiro mês. Era um misto de alegria e receio.

- Dr. Malan, aqui estão os exames que o senhor pediu.

O médico leu os resultados, ficou um pouco em silêncio, e pausadamente disse à Amália que ela deu positivo para toxoplasmose. Seguiu com a explicação.

- Antes de mais nada, quero informar que tem tratamento, mas preciso alertar para alguns riscos. O bebê pode ter problemas de visão, de desenvolvimento mental e há possiblidade de aborto.

Apesar de toda habilidade do médico, as respostas desestabilizaram Amália. Saiu desalentada. Perder um filho que ainda nem tinha nascido. Cegueira ou debilidade mental, eram as opções mais vantajosas. Recorreu à Mãe das mães.

- Nossa Senhora, afasta esse cálice do meu rebento. Rogo que meu filho nasça. Cuidarei dele de maneira abundante. Coloca em meu caminho outro filho e que com ele eu tenha uma missão. Até essa criança completar 15 anos, serei sua guardiã. Eu creio na tua Graça!

Passaram-se seis meses. Amália fez o tratamento prescrito pelo médico, realizou exames e perseverou na oração a Nossa Senhora, sua guia e protetora. Sentia-se amparada pela Virgem Maria de maneira que só a fé explicava.

Antes do parto, havia dois nomes que Amália titubeava em escolher: Letícia ou Larissa. O primeiro nome significava alegria, e o segundo, adorável. Era assim que ela sentia sua filha: uma adorável alegria! Não sabia por qual decidir, mas uma coisa era certa: parto cesárea! Ela lá queria sentir dor. A data não poderia ter sido outra, dia 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida.

Letícia nasceu dia 6 de outubro, de parto normal. Foi tudo como Amália não havia planejado, mas Nossa Senhora havia preparado. O teste do pezinho foi feito e Maria Santíssima foi louvada. A criança nasceu completamente saudável. A felicidade de Amália era indizível. Havia alcançado duas graças: era mãe pela primeira vez e sua filha era sã. Mãe e filha eram um só corpo, um só coração. Letícia veio ao mundo trazendo amor e a alegria que seu nome anunciava.

O vínculo com Nossa Senhora ficou mais forte e Amália pediu para que a Santa lhes mostrasse o outro filho que ela cuidaria. Ela saberia quando o encontrasse.

Confidenciou à sogra Rute sua promessa. Ambas foram fazer uma visita a uma criança que acabara de nascer. Chegando na casa humilde, foram recebidas por dona Maria, a avó da criança adorável, que se chamava Larissa. Amália exultou de alegria e deu graças por ter recebido um sinal tão preciso da filha que Nossa Senhora lhe enviou.

Amália amou Larissa desde a primeira vez que a viu, sentiu-se maternalmente ligada a ela. Foi escolhida para ser sua madrinha. Letícia e Larissa estudaram na mesma escola, faziam os mesmos cursos e dividiam as mesmas amizades. O vínculo entre elas, abençoado por Nossa Senhora, uniu Amália, Letícia e Larissa para além de uma promessa. Tratava-se de algo muito maior. Tratava-se de amor, fé e graça.

Letícia e Larissa hoje têm 22 anos, são grandes amigas, estudam Direito e são jovens especiais com um coração generoso. Amália as consagrou à Nossa Senhora e o vínculo entre as três as une de maneira que só um amor de Mãe alcança a compreensão. Elas contam com Maria.

domingo, 3 de maio de 2020

Os que já se foram





Texto e imagem: Jamille Ipiranga

Mais uma vez eu tive um sonho, que insiste em me dizer para eu escrever. Eu teimo muito.
Nele, no sonho, era dito, não sei por quem, que devemos deixar nossos falecidos ficar perto de nós. Não para nos entristecermos pela dor da ausência, da falta da presença física. Não é isso, apesar de acontecer frequentemente...
A ideia é lembrarmos dos que já se foram a partir do bem que fizeram, das atitudes realizadas. No meu caso particular, é trazer para o meu cotidiano minha mãe. Que fez tanto! Ela cozinhava, costurava, bordava, escrevia, rezava, se importava, ligava, cobrava, e como (rs), ela realizava e dava risada. Contava piada, algumas cabeludas. Nesse caso, ela não se importava. Mamãe tinha intensidade na sua humanidade. Não passava despercebida nem por gente, nem pelos bichos, nem pelas plantas. De tudo sabia, pois lia, e ria. Esse final de semana, em tempos de quarentena, fiz algumas das suas receitas "clássicas", como diria meu irmão Sávio, e foi como senti-la ao meu lado.
Voltando para o sonho, a mensagem é essa: deixar viver os "mortos". Contar suas histórias, manter o espaço deles em nossa vida. Nada de evitar falar. Quem sabe reunir a família para contar os causos de alguém amado, que só não está presente fisicamente. Afinal, se acreditamos em ressurreição, essas pessoas vivem!Pois bem, esse era o desejo do sonho, ou meu mesmo. Deixar viver e incluir na nossa rotina mais rotineira, o amor e a vida das pessoas que já se foram desse plano, mas se fazem presentes pela importância e pelo legado que deixaram.
A propósito, essa semana mamãe completaria 78 anos de vida. Deixou muita história boa que precisa ser recontada. 


quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Coral Dona Lúcia

Foto: Beatriz Belchior

Repórteres: Beatriz Belchior e Jamille Ipiranga

A falta de um dos cinco sentidos fez sobrar dedicação e amor na vida da regente do coral infanto-juvenil Dona Lúcia. Maria de Fátima Carvalho, 26, chamada carinhosamente de Fatinha, perdeu por completo a visão aos sete anos de idade em decorrência da retinopatia da prematuridade, doença ocasionada devido ao parto prematuro, como no seu caso, nascida após apenas seis meses de gestação.

A mãe de Fatinha, dona Lúcia Carvalho, 61, inspiração para o nome do coral, conta que o interesse da filha pela música surgiu ainda muito cedo, sempre cantando com alegria pela casa. A mãe fala com emoção sobre o trabalho feito por ela. “Eu sinto que a luz que faltou nos olhos dela, tá em sobra quando ela mostra o mundo para as pessoas. Ela não vê o mundo, mas ela mostra pra gente bem direitinho”, pontua a mãe, com orgulho.

Fatinha teve seu primeiro acesso de aprendizado na música também aos sete anos, após a perda da visão, logo que entrou no Instituto dos Cegos e teve contato com a flauta doce, seu instrumento xodó. Mas não parou por aí. Ao longo dos anos, Fatinha continuou a buscar mais da música, mostrando seu dom com outros instrumentos e com sua voz. Amante da arte, Fatinha não se convenceu dos limites, formou-se em Teatro pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), e atualmente está cursando mestrado em música na mesma Instituição.

Durante sua graduação em Teatro, Fatinha recebeu a missão de desenvolver um projeto social para apresentar em uma das disciplinas do curso. Era período natalino de 2015, e ao assistir a apresentação do coral de crianças no Natal de Luz da Praça do Ferreira, Dona Lúcia sugeriu que a filha formasse um coral com as crianças do bairro Aerolândia, onde residem. Fatinha relutou em por em prática a ideia, pois achava que não seria possível ensinar crianças que não fossem cegas como ela, mas foi impulsionada pela mãe a pelo menos tentar. “A gente começou de repente, com a ideia de tentar mudar um pouco a realidade das crianças aqui do bairro, mas foi um desafio. Eu não me achava capaz de dar aula para crianças que enxergavam. “Logo eu que não vejo nada. Foi realmente uma quebra de barreiras para mim”, afirma Fatinha.

O projeto começou com oito crianças e hoje, após quatro anos de existência, esse número quase quadruplicou. Fatinha conta que além de sua mãe, as crianças foram as maiores incentivadoras para a continuidade do Coral. “Tia, bora continuar, aí fizemos dia das mães... Tia, bora continuar, aí fizemos o dia das crianças... Tia, bora continuar, aí fizemos outro natal”, relembra entusiasmada.

 “Cada criança que eu tenho aqui é um pedaço do meu coração. Elas me amam igual, são como se fossem minha família. “Às vezes as pessoas reclamam: por que tu gasta tanto com essas crianças sem ter condições? Simplesmente porque as amo e a gente não abandona a família”, conclui Fatinha.

As crianças que participam do coral tem entre 4 e 14 anos e tem motivações diversas, desde gostar de música, se divertirem ou ter sido incentivadas por outras crianças que já participam do projeto.

Fatinha, a regente, é tia da Sofia Lima, 9, que se sente orgulhosa da regente, e diz que quando viu a tia cantando, também quis cantar. Galinha pintadinha foi a primeira música que ela se inspirou e está no coral desde a sua criação.

As músicas e as professoras motivam Marcos Vinícius, 11, a tocar flauta e cantar no coral, mas ele diz que quer, na verdade, é trabalhar e ganhar dinheiro.

Rayanne Santos, 13, comenta que diminuir a timidez de cantar e aprender coisas novas é o que a faz participar do coral. Já para Mayara, 8, que entrou aos 6 anos de idade, quando indagada sobre o que ela acha de cantar e tocar flauta, ela afirma: “os dois são minha vida”. Finaliza dizendo que no coral dona Lúcia eles têm amor.

Sob a ótica de Késia Cavalcante, 10, que foi trazida por uma amiga: “Aqui eu tenho várias amizades, posso aprender a tocar algum instrumento e é bom para eu cantar, pois canto na igreja. Eu achei bem legal porque aqui é de graça, dá lanche, a tia Fatinha ensina a gente a cantar, tocar instrumento, e quando a gente erra alguma coisa, ela ajuda a melhorar os nossos erros.” Késia finaliza explicando que o próximo passo é aprender a tocar piano.

Aos quatro anos, Maria Eduarda conta que gosta de cantar “Borbuletinha” e vem acompanhada da mãe e de Miguel, de 6 anos. A influência de uma criança sobre outra fica clara nos depoimentos.

Vitória Cordeiro, 12, que sonha em ser modelo, é uma das mais “antigas” no coral, pois está desde os 5 anos. Afirma que estar no coral a faz feliz e se sente bem em ver a felicidade da Fatinha, regente do grupo. E sobre ela resume: “Ela faz tudo por nós”.

Rosália Cordeiro, é a mãe da Vitória, que participa desde os 5 anos. Percebe-se que tem muito orgulho da filha integrar o grupo, elogiando a Fatinha, pois afirma que a regente traz a alegria por onde passa, e se sente realizada pela participação da filha que não falta às aulas.

Maria Gabriele, 11, conta que entrou logo no início da formação do coral. Saiu uma vez, mas voltou.“Nas fotos, eu estou em todas e meu maior sonho é ser cantora”, fala com firmeza e alegria.